Programa Caminhos do Campo comemora 14 anos no ar

Veja como estão alguns agricultores que participaram das primeiras edições do programa.

Assista ao bloco 01 do Caminhos do Campo do dia 23 de fevereiro de 2020 Arar, semear, adubar, colher e vender.

Numa atividade que depende das inconstâncias do clima, a vida dos agricultores também não é assim tão previsível.

Ao comemorar 14 anos no ar, o programa Caminhos do Campo, da RPC, conversou com agricultores que participaram das primeiras edições do programa para ver o que havia mudado na vida deles, durante este período.

E não foram poucas as surpresas. Em 2006, ano da criação do programa, a família do agricultor Ronaldo Rezende, se deliciava com uma novidade na praça que ajudava a engordar o orçamento da família, o chip de mandioca.

O agricultor tinha separado um hectare da propriedade para a lavoura de mandioca só para a produção dos chips, mas quem chegar hoje ao sítio dos Rezende, que fica em Santo Antônio do Caiuá, às margens do Rio Paranapanema, na divisa com o estado de São Paulo, não vai nem sentir o cheio do salgadinho.

Assista ao bloco 02 do Caminhos do Campo do dia 23 de fevereiro de 2020 A família abandonou as frigideiras.

Em compensação, o mandiocal, agora, cobre uma área muito maior.

São 120 hectares.

Toda a produção vai para as fecularias da região.

O agricultor conta que vizinhos dele chegaram a aumentar a área de plantio de mandioca de dez para 500 alqueires.

E tem mais.

Antes, a família estava aprendendo a lidar com uma vaquinha que iria produzir leite para o consumo do dia a dia.

Agora, o rebanho leiteiro cresceu.

São vinte vacas e o leite delas vai todo para a indústria de queijos.

Nos Campo Gerais, mais mudanças.

A agricultora Bianca Zanardini, de Palmeira, vivia uma crise daquelas.

Ela e a mãe plantavam soja, mas, naquele ano, o preço do grão estava tão baixo que não iria cobrir nem os custos de produção.

Um prejuízo que, segundo a agricultora, poderia levar anos para ser quitado.

De lá pra cá, Bianca se casou, teve os filhos, viveu outras crises, mas não deixou nem o campo e nem a lavoura de soja.

A diferença é que a tecnologia chegou pra valer.

Mesmo com uma área de plantio menor do que no passado, a produtividade continua semelhante.

A mágica é resultado de muita pesquisa e do cruzamento de sementes.

O resultado é o surgimento de novas variedades que permitem colher mais, numa área menor.

Assista ao bloco 03 do Caminhos do Campo do dia 23 de fevereiro de 2020 Mas não é só de safra que vive o agricultor.

O programa voltou ao distrito de Santa Margarida, em Bela Vista do Paraíso, no norte do estado, onde um grupo de amigos tinha criado uma roda de viola.

Todo domingo, o grupo se reunia na praça do distrito de violões em punho para tocar e cantar a mais tradicional música caipira. Felizmente, neste caso, nada mudou.

O grupo continua firme e faz questão de reunir todas as semanas para por a conversa e a cantoria em dia. Veja mais notícias do campo na página Caminhos do Campo.

Categoria:PR - Campos Gerais e Sul